Cresce o número de multinacionais que elegem o Brasil para instalar seus centros de pesquisa e garantir mais patentes brasileiras Por Guilherme Queiroz
Desde a notável recuperação da crise que abalou países desenvolvidos, em 2008, o Brasil vive uma rotina até então inimaginável. Semana após semana, integrantes do governo fazem as vezes de cicerones de representantes de multinacionais interessadas em incluir o País na seletíssima lista de candidatos a abrigar centros de pesquisa. As conversas têm sido intensas. Na negociação mais avançada em curso, o governo está próximo de selar a vinda do centro de uma grande fabricante de microprocessadores. Seria a Intel? Quem sabe. A boa-nova só deve ser anunciada quando um dos três Estados que disputam o centro – São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco – for declarado vencedor.
O investimento, se confirmado, se somará ao US$ 1,8 bilhão anunciado, nos últimos meses, por sete empresas ouvidas pela DINHEIRO, para a instalação de unidades de pesquisas por aqui. O País já é sede de centros de pesquisa de indústrias importantes. Mas nunca havia recebido tantos anúncios num período tão curto. Além dos valores envolvidos, esse interesse mostra uma saudável mudança no enfoque de companhias globais na economia brasileira. Se antes erguiam chaminés, agora vislumbram transformar o Brasil em laboratório das tecnologias do futuro. E hoje a área mais sedutora é a de exploração do pré-sal. A extração de bilhões de barris de petróleo a sete mil metros de profundidade exigirá o desenvolvimento de novas tecnologias e é com essa missão que dezenas de empresas decidiram se instalar no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), até 2013.

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