Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro
Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso, seja homem ou mulher, hetero, homo ou trans deve estar tão incomodada quanto eu ao ler matérias na mídia institucional sobre o governo Dilma e se deparar com a continuidade da linguagem sexista que destacamos tantas vezes neste e outros blogs durante a campanha eleitoral de 2010.
Confesso a vocês que ando bastante cansada de voltar ao tema, as crianças aprendem rápido, jornalistas sexistas (sejam homens ou mulheres) parecem nunca querer aprender.
Ao ler as declarações de Jobim em várias de suas entrevistas, além do tratamento desrespeitoso dado à presidenta e que na revista Piauí foi estendido a duas ministras de Estado, automaticamente, perguntamos: e se fosse um presidente e dois ministros de Estado, Jobim teria coragem de fazer tais declarações? Certamente que não. Porém essas declarações descabidas para um ministro de Estado são vistas como ‘deslizes verbais‘ pelos jornalões.
O Editorial da Folha é um primor em destacar os méritos de Jobim e diminuir o impacto de suas declarações grosseiras. Para a Folha Jobim foi o responsável em refrear a anarquia, um sujeito detentor de ‘notável habilidade‘, ‘prestígio‘, ‘o mais eficiente ocupante civil da Defesa‘, teve ‘dedicado engajamento‘ em prol do reaparelhamento das Forças Armadas e da criação da Estratégia Nacional de Defesa; lutou pela construção de um submarino de propulsão nuclear. Até mesmo a ‘empáfia’ de Jobim é positiva, responsável por sua ‘bem-sucedida carreira‘.
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