Cristiane Agostine e Luciano Máximo - Do Valor
Ao se reeleger, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a nomeação de sua equipe para o segundo mandato pela manutenção de Fernando Haddad no Ministério da Educação. Haddad já era visto por Lula como uma aposta no PT. Nos últimos quatro anos, o ministro caiu nas graças do ex-presidente e tornou-se seu candidato para disputar a Prefeitura de São Paulo, em 2012.
Em entrevista exclusiva concedida na tarde de ontem ao Valor, Haddad assume sua pré-candidatura e questiona a realização de prévias para a definição do candidato do partido. Na terça-feira, conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre sua eventual saída do cargo. O foco é a 'humanização' da cidade.
O engajamento partidário não é o forte de Haddad. O petista diz não participar das eleições internas do PT, nem dos congressos, mas afirma que pertence a um grupo de intelectuais com militância reduzida, mas que estão à disposição dos projetos do partido.
O petista evita o embate com o prefeito da cidade, Gilberto Kassab. O governo federal quer ampliar a parceria com o prefeito e construir mais creches na cidade. A falta de vagas para crianças é um dos principais problemas da gestão Kassab e a construção, prevista no programa federal Pró-Infância, pode ser uma das bandeiras do ministro na cidade. Haddad desconversa também quando o assunto é o pré-candidato do PMDB, deputado Gabriel Chalita, ex-secretário estadual de Educação.
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