Do Blog do Eduardo Guimarães - Cidadania
Homofobia e racismo são as doenças sociais mais discutidas e combatidas hoje em dia devido ao seu caráter mais escandaloso e aberto. Diante disso, a revoltante opressão moral que o machismo é capaz de produzir acaba relegada a segundo plano. Todavia, a mais breve análise desse tipo de perversidade social revela quanto ainda estamos distantes de um mundo em que a maior parte de sua população, representada pelo sexo feminino, seja respeitada.
A mulher, tanto quanto os negros, ganha salários inexplicavelmente menores, pois, na maioria dos casos, revela-se profissional até mais confiável em determinadas tarefas; como os homossexuais, é vitima de agressão verbal e física injusta e covarde motivada inclusive por interferência alheia em sua forma de ser. Quem não se lembra de Geyse Arruda, estudante da universidade Uniban que foi praticamente linchada por seus colegas ao usar um vestido curto?
Na política, porém, é que o machismo se expõe de uma forma tão inaceitável que chega às raias da loucura. E exemplos do por que não faltam. Não é preciso pensar muito ou recuar muito no tempo para colher tais exemplos. Estão aí todos os dias.
A mulher que hoje governa o Brasil sofreu uma campanha difamatória no processo eleitoral em que se elegeu presidente da República que homem algum teria sofrido. Nem Lula, contra quem já assacaram todo tipo de acusação, sofreu o tipo de ataque sofrido por Dilma Rousseff no ano passado. Em relação à mulher, acusações de cunho sexual constituem legítima tara, um tipo de perversão inexplicável e afiada como uma navalha.

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