Gustavo Franceschini* - UOL Esportes
Artífice da Democracia Corintiana, Sócrates segue defendendo os mesmos ideais, apontando problemas que seguem não resolvidos e comprando as mesmas brigas. Aos 57 anos, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, ele mais uma vez criticou a estrutura do futebol brasileiro, lembrou de como tentou ajudar o amigo Casagrande e contou seus “planos” para o futuro na medicina.
“O Casa é um dos que sofreu da doença social causada pelas drogas. Eu, particularmente, não sabia [nos tempos de jogador]. O que a gente tinha conhecimento era que ele estava em um meio, onde ele vivia, onde ele tinha nascido, que era meio pesado. E nós [jogadores] agimos nisso para trazê-lo para outro ambiente, para ele ficar um pouco mais afastado. Mas é lógico que a gente não pode limitar esses contatos”, disse Sócrates.
“Eu sou um médico de telefone, um plantonista eterno. Um especialista em diagnósticos. Eu só não estou com consultório. Eu preciso de liberdade, estou sempre criando alguma coisa. Um dia, talvez, se eu tiver saúde, ainda vou ser médico na praça. Se estiver aposentado das minhas guerras vou fazer isso e ficar lá atendendo quem quiser”, disse o “Doutor”.

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