domingo, 3 de abril de 2011

Ex-militar argentino é condenado à prisão perpétua por centro de torturas



O ex-general argentino Eduardo Cabanillas foi sentenciado à prisão perpétua por dirigir um famoso centro de detenção e tortura durante a ditadura militar no país, entre 1976 e 1983.

Três ex-integrantes do serviço secreto da Argentina também foram condenados por assassinato, tortura e prisões ilegais.

Honorio Martinez e Eduardo Ruffo foram sentenciados a 25 anos de prisão cada um e o ex-oficial de inteligência militar Raul Guglielminetti, a 20 anos.

Cerca de 200 ativistas de esquerda foram sequestrados e levados para a prisão secreta que tinha como fachada um oficina mecânica (Automotores Orletti), em Buenos Aires, durante a ditadura. A maioria das vítimas era de uruguaios, mas também havia chilenos, bolivianos, peruanos e cubanos.

Milhares de argentinos foram torturados e mortos em outros centros mantidos pelas Forças Armadas do país.

Os crimes foram parte da Operação Condor, uma campanha coordenada pelos governos de países da América do Sul para eliminar os movimentos de oposição nas décadas de 70 e 80.

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