O ex-presidente Lula disse ontem que a presidente Dilma Rousseff "tem todo direito e liberdade de agir da forma que julgar conveniente agir", e enfatizou que "não há hipótese de haver divergências entre eu e a Dilma". Indagado pelo Valor porque não, Lula retrucou: "Porque, quando houver divergências, ela estará certa", e riu.
Lula deu em Lisboa sua mais longa entrevista, desde que deixou o governo, após uma certa hesitação que parece ter sido quebrada pela vontade de dona Marisa, ao ser procurado no elegante Hotel Ritz por dois repórteres.
Ao voltar de almoço no restaurante Tia Mariana, perto da embaixada brasileira, Lula quis escapar dos jornalistas que o esperavam, mas dona Marisa já no elevador tomou a iniciativa de dizer que falaria com ele para "responder umas duas questões" mais tarde.
Após reunião de quase duas horas com o ex-presidente português Mário Soares e o sociólogo Boaventura de Sousa Santos (que tem currículo de 80 páginas na internet), presenciada pelo embaixador brasileiro em Lisboa Mário Vilalba, Lula perguntou bem humorado aos dois repórteres: "Então, o que queres de mim?"
Indagado se via mudança na política externa brasileira no governo de Dilma, ilustrada com o voto contra o Irã recentemente, Lula respondeu que Dilma tinha o " direito e liberdade" de agir como quisesse, mas completou sério: "Eu não acredito que haja muitas mudanças, porque a companheira Dilma era governo quando nós fazíamos a política que fazíamos."
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