sábado, 9 de abril de 2011

BILL GATES QUER OUVIR LULA

Ser ex-Presidente no chamado mundo civilizado pode ser muito rentável. Isso, considerando não as verbas públicas nem os favores que muitos ganham e as vezes até merecem. Me refiro tão somente ao belíssimo mercado das palestras presidenciais.

Num mundo onde a maioria parece incapaz de pensar com a própria cabeça, os Bernardinhos da vida nadam de braçada. Nenhum demérito, obviamente. Existe competência e dinheiro sobrando pra isso. Mas é curioso ver como verdadeiramente há muita gente disposta a ouvir o que o ex-bambambam de alguma coisa, tem a dizer.

Obviamente o mercado nasceu e floresceu nos Estados Unidos, onde a figura presidencial é venerada tal qual o imperador japonês durante a Segunda Guerra. Na América, não se idolatra necessariamente o ocupante do cargo, mas sim, o cargo, institucionalmente falando. O americano tem amor incondicional ao Presidente. Seja ele um imbecil criminoso como George Bush ou um cara mais tranquilo como Jimmy Carter. Se o cidadão não enriquecer como Presidente (Bush já era rico, ms ficou triliardário com as tomadas de petróleo mundo afora), poderá ficar rico como palestrante.

Afinal, 500 mil dólares por umas duas horinhas de conversa com a platéia é um dinheiro respeitável.

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