Por Redação, com DW - de Brasília
A Anistia Internacional atuou no Brasil durante a ditadura militar
A atuação da Anistia Internacional no Brasil conta a própria história de violência no país. Na época da ditadura militar, a organização fez campanha contra a tortura e, ainda hoje, orienta famílias de desaparecidos políticos. Nos anos de 1980, a Anistia se voltou para a violência no campo e, na década seguinte, contribuiu para que os emblemáticos casos das chacinas de Vigário Geral, da Candelária e do presídio do Carandiru ecoassem internacionalmente. Desde então, o órgão se debruça sobre o alto nível de letalidade policial nos centros urbanos.
A organização chegou a ter uma sede brasileira, que atuou por dez anos e fechou em 2002. Desde que o indiano Salil Shetty assumiu como novo secretário-geral, em julho de 2010, a Anistia vem declarando a clara intenção de estabelecer mais bases no Hemisfério Sul, onde ainda tem poucos ativistas.
E agora a organização não governamental deve reabrir o seu escritório no Brasil – um plano que não é recente, e que deve se concretizar ainda em 2011. Segundo Patrick Wilcken, especialista em Brasil, a Anistia Internacional vê necessidade de maior representação nos países BRIC. “Com o desenvolvimento rápido da economia brasileira, o país vai ganhar mais influência no mundo, e nós queremos também influenciar a postura do Brasil nessa questão de direitos humanos.”
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