sábado, 11 de junho de 2011

Focar o que interessa

Em 2010, o fundo falso da guerra eleitoral escondia o interesse das multinacionais do petróleo em subtrair o pré-sal do Brasil a preço de banana no melhor estilo Serra/FHC, destruir o Mercosul e realinhar o continente aos interesses dos EUA. Não fosse o comedimento de Barack Obama somado à sua crise financeira interna, os EUA poderiam ter entrado mais fundo no processo eleitoral brasileiro.

Para ser eleito presidente, Serra topou abraçar tudo que lhe vinha à frente: desde a extrema direita da Ku-Klux-Klan tupiniquim, até os hippongas naturebas desenterrados por Marina Silva.

O plano B do PiG foi elaborado nas trevas: se Dilma Rousseff fosse candidata, não seria eleita; se fosse eleita, não seria empossada e se fosse empossada, não governaria. E como se sabe, as razões do PiG abraçar a campanha de Serra não são o medo do comunismo devorar propriedades privadas e criancinhas. As razões são as mesmas de sempre: grana e poder. Ou seja, o Pré-Sal e a Lei dos Médios. Ceder o primeiro e impedir o segundo.

Qual é o mistério? A elite paga gasolina, seja a quem for. Não vê o Brasil. Vê o globo terrestre. Quanto ao PiG, não precisa de muita explicação: todos os governos que antecederam Lula, incluindo-se aí os militares, sempre foram os maiores clientes da Globo. FHC destinava 80% das verbas de propaganda institucional à Globo. Lula dividiu a verba em 8 mil veículos de comunicação, de norte a sul do país. A Globo é a maior dona única de um império de comunicações do planeta. Mesmo contrariando a constituição brasileira – que proíbe a propriedade cruzada e outros abusos – nunca foi peitada. Não vai ser agora que declinará entregando o ouro de mão beijada. Às favas liberdade de imprensa, pluralidade e descentralização.

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