sábado, 11 de junho de 2011

“Sabedoria e norma culta, desde Stalin e Mussolini, não têm quase nada em comum”

A opinião do empresário Ricardo Semler sobre o livro aprovado pelo MEC “Por uma vida melhor” faz sentido, ao contrário das opiniões de alguns jornalistas baianos. Ricardo Semler não é nenhum ignorante. Foi scholar da Harvard Law School e professor de MBA no MIT, nos EUA. É autor de “Virando a mesa” e “Você está louco”,dois livros que venderam, juntos, dois milhões de exemplares. A diferença entre a opinião dele e de certos jornalistas é que ele LEU o livro.

Na Folha (06/06) ele escreveu o artigo “Última flor do laço”. Segue um trecho:

“Li o livro aprovado pelo MEC e o achei bom - que exista e seja distribuído. Os alunos contemporâneos têm que discutir como se faz a adaptação de uma linguagem para que seja acessível e democrática, como os EUA fizeram com o inglês, que tem apenas 25 mil palavras cotidianamente usadas contra 49 mil empregadas na Inglaterra.

O livro “Por uma vida melhor” aceita a concordância “errada”, mas defende a norma culta e explica que o significado é compreensível mesmo com “equívocos”.

"Se nóis falemo errado", não é só questão de exigir melhores professores e policiamento intelectual; é também precido reduzir as regras e as complicações para flexibilizar a língua. Isso permitiria maior acesso às profissões, bem como ascensão social, sem o preconceito do uso da linguagem exata.

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