domingo, 3 de julho de 2011

Graziano: Existe comida suficiente, mas o que muitas vezes falta é o dinheiro para comprá-la


André Siqueira e Soraya Aggege – Revista Carta Capital

Eleito com o apoio dos países emergentes para dirigir a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla em inglês), no domingo, dia 26, o brasileiro José Graziano afirma que a aliança em torno de seu nome reflete o reconhecimento do êxito do modelo brasileiro de combate à fome e representa uma aposta na Cooperação Sul-Sul. Em entrevista exclusiva à CartaCapital, Graziano fala das demandas que o Brasil terá de enfrentar, como fazer uma “revolução duplamente verde” na agricultura. Para ele, os biocombustíveis não são “bala de prata”, mas não podem ser demonizados.

Graziano terá que transpor o abismo entre os países desenvolvidos – que fornecem a maior parte do orçamento bianual de 2,2 bilhões de dólares da instituição – e as nações emergentes, gravemente afetadas pela alta dos preços dos alimentos. Segundo ele, será preciso transformar promessas políticas no aumento efetivo do investimento na agricultura.

Ex-ministro do Combate à Fome no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, sua eleição reforça as credenciais do Brasil enquanto representante do Sul no universo das instituições da ONU e também a influência do Brasil em regiões como a África.  Graziano ocupa, desde 2006, o cargo de representante regional da FAO para a América Latina e o Caribe.  Leia, abaixo, a íntegra da entrevista:

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