Novo presidente do Partido dos Trabalhadores diz que a legenda merece fatia maior no governo e afirma que enviou uma lista com 120 nomes à Casa Civil
NEGOCIAÇÃO
Falcão afirma que já iniciou tratativas para ocupar o segundo escalão
O deputado estadual Rui Falcão (SP) foi eleito presidente do PT até 2013 por unanimidade. Mas continua a ser alvo de rumores de que sua eleição teria contrariado a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Em entrevista à ISTOÉ, Falcão nega o confronto: “Ninguém no PT seria candidato a presidente do partido se tivesse a oposição do Lula ou da Dilma”, afirma. Jornalista profissional, dos seus 67 anos de vida, o deputado dedicou quase 30 anos à militância no PT. A tarefa imediata imposta a Falcão é aumentar a participação do PT no segundo escalão do governo federal. Por isso, logo depois de eleito, tratou de enviar uma lista com 120 nomes para o exame da Casa Civil. “O PT está bem representado. Mas quer mais cargos.” Outra missão será lançar candidatos próprios às prefeituras das principais cidades do País, no ano que vem, “mas sem exercer política de exclusivismo ou de hegemonia em relação aos aliados”. Com a experiência acumulada na construção do PT, Falcão lamenta o esvaziamento dos partidos da oposição, “necessária nos regimes democráticos”. Em sua opinião, “com a crise mundial das ideias neoliberais, o PSDB perdeu o projeto e o rumo. O DEM também”.
"Ninguém no PT seria candidato a presidente com oposição do Lula ou da Dilma. Em nenhum momento senti restrição"
Istoé - Sua candidatura não teve o aval da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula?
Rui Falcão - Hoje, ninguém no PT seria candidato a presidente do partido se tivesse a oposição do Lula ou da Dilma. Em nenhum momento senti restrição ou objeção para que não assumisse. Ambos já manifestaram apoio e disposição de me ajudar. Já tive várias reuniões com o presidente Lula. Ele nos orienta e é um líder que todos os presidentes do PT querem manter como interlocutor.
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