terça-feira, 19 de março de 2013

Alta de ataques sexuais e impunidade no Exército dos EUA


(Prensa Latina) Só a décima parte dos ataques sexuais contra mulheres no exército estadunidense são processados nos tribunais e a cada ano milhares de casos ficam sem serem reportados, denunciou hoje uma organização não governamental. Rebekah Havrilla, porta-voz do grupo Rede de Ação pelas Mulheres Recrutas, assegurou que nas forças armadas dos Estados Unidos existe a atmosfera ética de um clube de velhos machistas e muitos oficiais subestimam queixas sobre delitos evidentes.
A ativista social recordou que durante 2011 se registraram 2.439 queixas formais por agressões sexuais contra mulheres, mas só 240 expedientes judiciais foram ativados no período.
Pesquisas anônimas entre o pessoal militar norte-americano mostram que no mesmo ano os casos de assédio e outras incidências na realidade poderiam atingir o número de 19 mil.
Havrilla e outros delegados da Rede exortaram ao Comitê de Serviços Armados no Senado a iniciar uma investigação exaustiva e independente a do Pentágono sobre o mesmo assunto.
O recém confirmado secretário de Defesa, Charles Hagel, ordenou nesta quarta-feira revisar o caso de um general que absolveu de acusações a um tenente coronel acusado de agressões sexuais contra pessoal civil.
Pressionado por críticas do Congresso e de organizações pró direitos humanos, o chefe do Pentágono reconheceu que a controvertida decisão do general da Força Aérea Craig Franklin amerita um escrutínio da Secretária do Exército.
Há um mês Franklin deixou sem efeito a sentença de um ano de cárcere ditada por um tribunal militar contra o oficial James Wilkerson, expulso das forças armadas depois de ser condenado com três acusações judiciais por molestar subordinadas.
As agressões sexuais contra mulheres soldados aumentaram 23 por cento dentro das academias militares dos Estados Unidos durante 2012, confirmou um reporte do Pentágono.

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