terça-feira, 19 de março de 2013

Lula assina termo de adesão a rede da ONU pelo fim da violência contra as mulheres



Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula

Documento contra a violência contra as mulheres deveria ser assinado no berço, afirma Lula em assinatura de campanha da ONU
O ex-presidente Lula assinou nesta segunda-feira (11) o termo de adesão à Rede de Homens Líderes da Campanha do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, “Una-se – Pelo fim da violência contra as mulheres”. A cerimônia de assinatura aconteceu no Instituto Lula e contou com a presença de Dona Marisa Letícia e de diversas autoridades ligadas à luta pelo fim da violência contra a mulher.
“Deveria ser um documento assinado no berço, quando se nasce. É quase uma coisa que deveria estar no nosso DNA”, afirmou Lula sobre o documento sobre o fim da violência contra à mulher. A rede a que ele aderiu foi criada pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, em 2010, e reúne homens que tem um papel de liderança importante no mundo, segundo Rebecca Tavares, representante da ONU Mulheres no Brasil.
Rebecca ressaltou que a violência contra a mulher ainda é aceita em muitas culturas. Ela citou uma pesquisa feita no Butão em que 70% das mulheres consideram que o homem pode bater na mulher se ela queimar a comida. “Nós temos que mudar o pensamento e a cultura não somente dos homens, mas também das mulheres, dos jovens, das crianças”, ressaltou ela. Ela disse ainda estar muito honrada de ter o ex-presidente Lula como membro da rede.
Lula enfatizou também de campanhas para que as mulheres saibam dos mecanismos que têm para denunciar seus agressores e da proteção que podem ter. A secretaria de Políticas para as mulheres da Prefeitura de São Paulo, Denise Dau, falou das primeiras ações da recém-criada secretaria, entre elas uma cartilha de informação para as mulheres sobre como agir em caso de violência.
Estiveram presentes também Tatau Godinho, representando a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad, a secretária adjunta de políticas para as mulheres da Prefeitura de São Paulo, Juliana Borges, Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Márcia Lopes, conselheira do Instituto Lula e ex-ministra do desenvolvimento social e combate à fome, Ana Nice Marins de Carvalho, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Clara Ant, diretora do Instituto Lula e Inês Nassif, coordenadora de comunicação do instituto.

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